8, fev, 2018

Ácido tranexâmico: substância é aliada contra o melasma

Devido à prevalência crônica do melasma e ao fato de se tratar de algo recorrente, existem vários estudos que avaliam os melhores tipos de terapias. Novas opções terapêuticas têm surgido e já existem estudos que comprovam a eficácia de algumas delas, como o uso tópico, intradérmico e oral de ácido tranexâmico.

O ácido tranexâmico (AT) é um ativo hidrofílico (que tem afinidade química com a água) e inibidor da plasmina, que é usada como agente antifibrinolítico (inibidores da fibrinólise). Ou seja, a plasmina é uma das responsáveis pela formulação de uma resposta inflamatória na pele. Tal processo estimula a produção da melanina pelos melanócitos, o que resulta em manchas características do melasma. Dessa forma, o ácido bloqueia parcialmente o que causa as manchas.

Ácido tranexâmico contra o melasma

Um estudo recente feito em São Paulo revelou que seu uso tópico previne a pigmentação induzida pelos raios ultravioletas (UV), já o uso intradérmico promove rápido clareamento. Foram selecionadas 18 mulheres com melasma, tratadas por 12 semanas sendo divididas em dois grupos.

O Grupo A recebeu aplicação domiciliar tópica de AT 3% 2x ao dia. Já o Grupo B recebeu injeções intradérmicas AT (4 mg/mL) semanais. Antes e após o tratamento, os grupos foram comparados sob os seguintes parâmetros: evolução fotográfica, evolução do MASI, autoavaliação e colorimetria. 17 pacientes completaram o estudo.

A avaliação fotográfica revelou, no grupo de uso tópico, melhora em 12,5%; piora em 50% e, em 37,5%, não houve alteração alguma. Na autoavaliação do Grupo A, 37,5% das pacientes classificaram como boa e 50%, como imperceptível.

Já no grupo que usou de forma intradérmico, houve 66,7% de melhora, e 22,2% sem alterações. No Grupo B, 66,7% classificaram como boa e 33,3%, imperceptível. A avaliação colorimétrica revelou melhora significativa nos dois tratamentos.

Embora a avaliação clínica subjetiva tenha demonstrado superioridade do tratamento injetável, na avaliação objetiva, ambos os tratamentos revelaram–se significativamente eficazes, o que indica que o AT é uma nova e promissora opção terapêutica para o melasma.

Porém, para definir frequência, dosagem, benefícios e manutenção dos resultados é preciso avaliar cada paciente individualmente.

O uso combinado do ácido tranexâmico com outros tratamentos, como clareadores tópicos e/ou antioxidantes orais, pode ser recomendado para alguns pacientes. Importante é avaliar com um dermatologista para identificar qual a melhor opção para cada caso.

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