5, jul, 2017

Estudo traz esperança para quem sofre com melasma

Um estudo científico publicado na Surgical & Cosmetic Dermatology traz alento importante para quem sofre com o melasma. Ele avaliou a eficácia do uso continuado de uma formulação contendo extrato de Polypodium leucotomos – EPL na redução de manchas na pele, como o melasma.

Rico em derivados fenólicos, o EPL possui ação antioxidante e anti-inflamatória. Isso reduz a resposta eritematogênica (potencial de causar uma queimadura de pele) desencadeada pela radiação solar e a reação fototóxica gerada pelo uso de psoralenos (medicamentos) associados à exposição a equipamentos emissores de radiação UVA (como celular ou computador).

Foram avaliados 21 voluntários, que receberam o extrato tópico ou oral e ficaram expostos a doses variáveis de radiação solar natural. Os resultados demonstraram que a utilização do EPL promoveu aumento significativo da DPM, que significa a menor dose de UVA necessária para a produção de área de pigmentação persistente. A boa notícia é que, quanto maior a DPM, maior a resistência de uma pessoa à produção de queimadura solar.

Além disso, a ação do EPL no tratamento de dermatoses pigmentadas, como o melasma, tem sido proposta através de mecanismos antioxidantes e anti-inflamatórios. Os resultados do estudo demonstraram que o uso continuado de composto contendo EPL produziu redução significativa da DEM (menor quantidade de energia solar efetiva, suficiente para produzir a primeira reação perceptível de pigmentação) em 14 dias de uso. E, ainda a redução significativa da DPM após 28 dias de uso. Esse composto pode beneficiar usuários portadores de fotodermatoses ou de dermatoses que podem aumentar em função de exposição à radiação UV, como o melasma.

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