17, nov, 2014

Lâmpadas Artificiais podem envelhecer e causar o melasma?

Indivíduos que trabalham em ambientes interiores muitas vezes não se preocupam com a fotoproteção, pois acreditam que estão reguardados dos malefícios causados pela radiação, justamente por estarem em ambientes fechados. Embora a intensidade da radiação ultravioleta seja, em regra, maior no ambiente exterior, a radiação que penetra através do vidro das janelas e a radiação emitida pela iluminação artificial, podem causar o envelhecimento e manchas na pele (por exemplo, o melasma).

A maior parcela da radiação presente nos espaços interiores é a radiação UVA, uma vez que esta atravessa o vidro/janela. Já as radiações UVB e UVC apresentam uma emissão baixa devido à forte atenuação provocada pelos vidros.

As lâmpadas incandescentes emitem a radiação no comprimento de luz visível (10% do total da luz emitida). Sabe –se que a luz visível é, também, responsável pelo envelhecimento da pele. A radiação ultravioleta emitida é, em grande parte, filtrada pelo vidro e não apresenta risco à saúde humana.

As lâmpadas halógenas apresentam uma maior emissão de radiação ultravioleta quando comparadas com as incandescentes.

As lâmpadas fluorescentes emitem tanto a radiação ultravioleta quanto a luz no espectro visível. A emissão de radiação ultravioleta pode resultar em efeitos adversos por superexposição da pele, principalmente quando utilizadas em mesas ou em estruturas de tarefas com iluminação focalizada e próximas da região de trabalho.

Neste cenário a ciência da fotoproteção tem um importante papel, que é o de buscar alternativas físicas contra as radiações visíveis e impulsionar o desenvolvimento de filtros solares mais específicos para a região do espectro visível, além de filtros inovadores com grande proteção. O objetivo é bloquear a radiação que incide na pele, seja de origem natural ou artificial, prevenindo o envelhecimento precoce e as manchas da pele.

 

 

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