4, ago, 2020

Melasma: tudo o que você precisa saber

Melasma é uma hiperpigmentação da pele, caracterizada pela formação de manchas castanho-escuras ou marrom-acinzentadas, com limites bem delimitados, de formato irregular.

Neste artigo, você compreenderá quais os tipos de melasma no rosto, como é feito o diagnóstico, causas e procedimentos indicados para o controle e clareamento das manchas.

Falaremos também sobre prevenção e tratamento do melasma na gestação e, ainda, a resposta para a pergunta de muitos pacientes: “melasma tem cura?”.

Melasma: causas

A questão  “o que causa o melasma?” ainda não tem uma resposta conclusiva. Todavia, é certo que alguns fatores contribuem ativamente para o agravamento da condição.

Fatores genéticos

De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia, a predisposição genética tem grande influência no surgimento do Melasma.

Os tons de pele mais escuros têm ainda maior suscetibilidade, pois, por natureza, há maior produção de melanina. Apesar de ocorrer em qualquer idade, é mais comum entre os 30 e 40 anos.

Radiação solar e luz visível

A radiação ultravioleta estimula a atividade dos melanócitos, células responsáveis pela produção de melanina e, portanto, o seu acúmulo nos tecidos.

E não é só isso! Estudos mais recentes mostram, ainda, que o espectro da luz visível causa aumento na pigmentação característica do melasma, além de alterar as fibras de colágeno, levando ao envelhecimento da pele.

Esta luz visível corresponde à uma forma de radiação emitida pelo sol e, também, presente nos aparelhos de TV, celular e lâmpadas artificiais.

Alterações hormonais

Dados mostram que 90% dos casos de Melasma ocorrem em mulheres. Destas, há uma maior incidência naquelas com distúrbio da tireoide, adeptas à anticoncepcional oral ou em terapia de reposição hormonal.

Estas informações, portanto, reafirmam a constatação já feita pela Sociedade Brasileira de Dermatologia: alterações hormonais impulsionam a manifestação do melasma.

Fatores emocionais

Se você se considera uma pessoa estressada, ansiosa ou constantemente cansada, é possível que esteja convidando o melasma a entrar.

Quando há uma tensão constante no organismo, os impactos emocionais ativam o gene pró-opiomelanocortina, que por sua vez estimula a pele a produzir mais pigmento.

Gravidez

Durante a gestação, os hormônios produzidos pela placenta estimulam a hiperpigmentação da pele. Por isso, muitas mulheres com predisposição apresentam as manchas pela primeira vez durante este período da vida.

Além do rosto, nesta fase, muitos pacientes apresentam um maior escurecimento de outras áreas, como a linha do meio da barriga e das axilas.

E se você está se perguntando como prevenir o melasma na gravidez, continue a leitura, pois contaremos ao longo do artigo.

Saiba quais são os tipos de melasma no rosto

Existem duas maneiras de classificar o tipo de melasma. A primeira é de acordo com a profundidade, na qual o especialista mede a intensidade de penetração das manchas nas camadas da pele. A segunda, leva em consideração a região do rosto afetada pela pigmentação. 

Tipos de melasma no rosto de acordo com a área afetada

Centro facial

Quando a pigmentação acomete as regiões central da fronte, supra labial e mentoniana (testa, bochechas, nariz, lábio superior e queixo), trata-se de um melasma centro facial. Este é o mais comum.

Malar

O melasma malar atinge as áreas zigomáticas, conhecidas popularmente como “maçãs do rosto”. Caracteriza-se, portanto, pelo escurecimento das bochechas e do nariz.

Mandibular

Alguns autores também consideram uma terceira classificação, nomeada mandibular. Aqui, a região afetada corresponde apenas à área da mandíbula, lábios e queixo.

Classificação por profundidade

Superficial

O Melasma epidérmico ou superficial é aquele em que o depósito de melanina ocorre nas camadas da epiderme. Como sugere o nome, as camadas profundas da pele não são atingidas e, consequentemente, há maior facilidade de tratamento.

Profundo

O Melasma profundo ou dérmico é aquele em que a concentração de pigmento atinge a derme, camada intermediária da pele, localizada entre a epiderme e a hipoderme. Esta camada é composta por vasos sanguíneos, glândulas sebáceas e sudoríparas e terminações nervosas.

Misto

Quando o paciente apresenta os dois tipos de Melasma mencionados anteriormente, chamamos a condição de Melasma misto. Todavia, a profundidade deve ser analisada caso a caso, de maneira individual, por meio de um exame clínico.

Como prevenir o melasma no rosto

Perguntado sobre como prevenir o melasma no rosto, Dr. Bruno Vargas, dermatologista criador do Portal do Melasma, diz que, sem dúvidas, a maior prevenção é o protetor solar, mas é preciso estar atento. 

Como mencionamos, a condição pode ser consequência da exposição da pele a luz visível ou da radiação ultravioleta. E nada melhor que um bom filtro solar para garantir uma correta proteção.

Para ser considerado um bom filtro solar, é preciso que o produto tenha uma boa proteção contra a radiação ultravioleta A e B. No rótulo do filtro solar deve estar descrito o fator PPD (do inglês, Persistent Pigment Dark), que indica a proteção contra os raios UVA e deve ser, via de regra, no mínimo ⅓ do FPS. A proteção contra a radiação UVB, é demonstrada pelo FPS, que deve ser no mínimo 30. 

O uso correto do filtro solar é muito importante para um bom controle do melasma. O ideal é aplicá-lo nas áreas expostas à luz três vezes ao dia, ou a cada 2 horas, em ambiente com exposição direta ao sol (praia, piscina, esporte ao ar livre). A combinação do protetor solar com algumas barreiras físicas, como um chapéu, viseira, ou até uma versão do produto com cor, é muito bem-vinda.

Outra parte importante da prevenção do melasma, claro, é o acompanhamento periódico com um médico dermatologista, profissional capacitado para observar clinicamente a pele e suas possíveis manchas.

Melasma: Diagnóstico

O diagnóstico correto depende de uma boa avaliação. Para tal, o médico se baseia em um histórico pessoal e familiar, além da anamnese, e do exame clínico. Caso seja necessário, pode-se usar uma lâmpada de Wood, um recurso disponível para definir o tipo de lesão pigmentar e sua extensão.

Melasma tem cura?

Infelizmente, o melasma é uma condição crônica e, como tal, não tem cura. Mas isso não quer dizer que você deve apenas lamentar e enfrentar essa condição sozinha! 

Com um acompanhamento periódico e um profissional de confiança, é possível manter as manchas sobre controle. Hoje em dia, a dermatologia evoluiu muito e o mercado dispõe de tecnologias avançadas com ótimos resultados!

Tratamento: melasma

Para ajudar na remoção das manchas, a dermatologia possui muitas opções. Nosso objetivo, claro, é te oferecer o melhor resultado, e por isso, selecionamos os mais inovadores, com maior potencial de satisfação quando o assunto é tratamento e melasma.

Intradermoterapia com ácido tranexâmico

A aplicação intradérmica de ativos é uma modalidade de tratamento do melasma que tem se mostrado bastante eficaz na melhora das manchas. O procedimento é feito em consultório, por meio da aplicação do medicamento através de uma agulha fina, no local da mancha, na camada intermediária da pele.

Diversos ativos com a ações clareadora e antioxidante são utilizadas em combinação. O ácido tranexâmico é muito conhecido por permitir o controle de sangramentos durante hemorragias ativas. Entretanto, a substância também está ficando cada vez mais conhecida e se mostrado eficaz em tratamentos para a pele, contra o melasma, principalmente. Para essa finalidade, o ácido tranexâmico pode ser indicado em cápsulas, em creme e injetável, que é a opção que traz os melhores resultados, segundo especialistas. 

O ácido tranexâmico, por sua vez, impede a ação inflamatória e, consequentemente, a formação de melanina. Estudos recentes revelaram que o uso tópico do ácido tranexâmico previne a pigmentação induzida pelos raios ultravioletas (UV), e o uso intradérmico (injetável) associado ao uso oral (em pacientes selecionados), promove rápido clareamento. 

Laser de picossegundos (Picoway)

O laser Picoway é usado em um procedimento pouco invasivo e atende qualquer tipo de pele, inclusive aquelas que já passaram por outros tipos de tratamento para melasma sem redução do problema.

Ele emite pulsos em picossegundos, provocando a microfragmentação da melanina. Com isso, ela se quebra em pedaços infinitamente menores do que por meio de outros equipamentos, e eles são naturalmente absorvidos pelo organismo. Assim, o processo de clareamento da mancha se torna mais ágil e efetivo.

A tecnologia possui outro diferencial: ausência de calor gerado na pele. O que isso quer dizer? O equipamento trabalha utilizando o efeito mecânico e não o efeito térmico, como outros lasers.

Geralmente, o resultado tende a ser mais rápido com a tecnologia Picoway — exige, em média, 6 sessões com intervalo de 30 dias.

Microagulhamento com drug delivery

O microagulhamento é uma técnica que utiliza finas agulhas metálicas para realizar microperfurações na pele com o objetivo de estimular a função dos fibroblastos, células responsáveis pela produção de colágeno. As principais indicações são para a suavização do fotoenvelhecimento, cicatrizes e de manchas, como o melasma. 

Quando falamos em microagulhamento com drug delivery, o potencial de clareamento fica ainda mais poderoso. Esta segunda técnica significa, por definição, entrega de ativos, e consiste em associar as perfurações à aplicação de algum produto, como um ácido, garantindo que a substância chegue até o local exato do tratamento. 

Qual o melhor tratamento para melasma profundo?

O melasma profundo atinge a derme e varia de intensidade, de acordo com as características pigmentares de cada paciente. Todos os tratamentos acima citados podem ser eficientes para tratá-lo, mas é importante que um profissional avalie para encontrar a melhor solução para o caso. 

Tratamentos caseiros, não!

Melasma, tratamentos caseiros e o agravamento da condição andam juntos. Se você, por acaso, está pensando em arriscar uma estratégia em casa, por favor, esqueça a ideia.

A atitude de amenizar as manchas dentro de casa por meio de receitas caseiras é contraindicada. Afinal, o Melasma é uma condição delicada e tentar tratá-la sem orientação médica pode gerar consequências graves.

Prevenção e tratamento do melasma na gestação

Os cuidados com protetor solar e barreiras físicas também são imprescindíveis para mulheres grávidas, e podem ser associados a outros dermocosméticos, principalmente em caso de predisposição genética.

Todavia, é preciso ter atenção aos ativos dos produtos, já que alguns são contraindicados para gestantes. Por essa razão, mais uma vez, frisamos a necessidade de um acompanhamento dermatológico.

Sarda e melasma: entenda a diferença

Como mencionamos, o melasma é uma condição que resulta em manchas extensas, geralmente localizada em locais foto-expostos, com limites demarcados. Já as sardas, são um pouco mais inofensivas, e têm o aspecto de pequenos pontos castanho-claros ou escuros, também causados por fatores genéticos e exposição solar. A associação de melasma com sarda é comum.

Todavia, ao contrário do melasma, mais comum em peles negras, as sardas, também chamadas de efélides, tendem a aparecer em indivíduos de pele clara, principalmente nos ruivos.

Marque uma consulta na Clínica Bruno Vargas!

O melasma é uma condição delicada, que merece atenção constante. Mesmo aderindo à um tratamento para clarear as manchas, é fundamental manter um acompanhamento com um dermatologista qualificado, capaz de reconhecer os estágios e definir sempre os melhores cuidados para a pele do paciente.

Na Clínica Bruno Vargas, sua avaliação será feita pelo Dr. Bruno Vargas, dermatologista há mais de 10 anos, responsável pelo nosso Núcleo de Dermatologia. 

Para agendar sua consulta, você pode preencher o formulário abaixo ou entrar em contato com a nossa equipe via WhatsApp, clicando aqui.

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