2, abr, 2018

Melanina: por que ela é importante para nosso corpo

Sabemos que a melanina está ligada a questões de pigmentação da pele, não é mesmo? Por isso, disfunções como o melasma e o vitiligo despertam nossa curiosidade sobre causas e tratamentos. Para entender melhor sobre essas questões dermatológicas, vamos explicar um pouco mais sobre a melanina.

A melanina é um pigmento que tem função de proteção e, além disso, é ela a grande responsável pela existência de todas as diferentes tonalidades de pele – “melas”, do grego, significa “negro”. O pigmento pode ser composto de duas formas: a “eumelanina”, preto-amarronzada, e a “feomelanina”, amarelo-avermelhada.

Fotoproteção

Estudos mostram que a produção do pigmento aumenta a proteção às radiações solares, além de evitar a deficiência da produção de vitamina D. Isso porque o DNA de nossos ancestrais desenvolveu-se o suficiente para que os danos causados pelos raios ultravioleta não sejam tão graves quanto a importância da quantidade necessária de luz para se impulsionar a síntese de vitamina D. É por isso que a melanina é essencial à nossa saúde – se tivermos melanina demais, corremos o risco de sofrer de deficiência de vitamina D, se de menos, poderíamos morrer de câncer de pele.

Afinal, qual a função da melanina?

A cor da pele é definida geneticamente. O mesmo tecido embrionário que dá origem aos neurônios do cérebro também dá origem a melanina encontrada na nossa pele, nos olhos e no cabelo. A chamada melanogénese (produção de melanina) ocorre por influência de diversos fatores, internos e externos. Além da radiação ultravioleta, hormônios e inflamações podem estimular o melanócito, aumentar a produção de melanina ou aumentar a transferência de melanina para os queratócitos (células da camada superficial da pele). O resultado em qualquer um desses casos é o escurecimento da pele.

Considerando tantos fatores diferentes agindo em um mesmo sentido, as mudanças na tonalidade da pele podem ser transitórias (durante a gestação, por exemplo) ou persistentes (quando ocorre o desencadeamento de distúrbios depigmentação da pele, como o melasma. Nesse sentido, a antiga concepção de que o melasma era uma doença da gravidez foi descartada há décadas, quando foi comprovado que esse mal, além de atingir homens e mulheres, é crônico e pode durar anos.

Inflamações e hormônios

Além da radiação solar, outros fatores podem estimular o melanócito, a célula produtora de melanina. Inflamações e queimaduras, por exemplo, podem causar o aumento da produção do pigmento, refletindo no escurecimento da pele. Evidências científicas também comprovam que a pigmentação melânica é intensamente controlada pelos hormônios produzidos por células vizinhas, indicando a ocorrência de um papel parácrino. Os hormônios podem, também, agir à distância e estimular a pigmentação da pele. Tal fato ocorre, por exemplo, durante a gestação, na qual os hormônios produzidos pela placenta estimulam os melanócitos a produzirem mais pigmento.

A influência genética

A síntese de melanina também é dependente de vários genes. Mais de 120 genes, identificados por estudos, parecem regular a pigmentação, como o caso do MC1-R. Esse gene é altamente polimórfico, com diversas formas, e está associado a pessoas de pele clara, mais especificamente com cabelos ruivos. A mutação do gene MC1-R diminui a habilidade da pele em responder a RUV com a produção de melanina. Ele é considerado um dos maiores causadores da suscetibilidade da pele a neoplasias malignas, já que algumas de suas variações estão associadas a vários tipos de cânceres de pele.

Ainda tem dúvidas sobre melanina? Deixe seu comentário, e vamos responder!

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