3, jun, 2020

Tipos de Melasma: Conheça as diferenças e tratamentos

O Melasma é uma hiperpigmentação crônica, caracterizada pelo aparecimento de manchas acastanhadas ou acinzentadas, com bordas irregulares e limites precisos em áreas foto-expostas da pele. Categoricamente, existem três tipos de Melasma, organizadas por profundidade – os quais explicaremos a seguir.

Além dessa segmentação clássica, existe também a perspectiva sob á luz das áreas afetadas. Neste caso, são também três tipos de Melasma. Para compreender todas as ocorrências e como tratá-las, confira o post!

Tipos de Melasma relacionados à profundidade

Superficial

O Melasma epidérmico ou superficial é aquele em que o depósito de melanina ocorre nas camadas basais ou suprabasais da epiderme. Como sugere o nome, as camadas profundas da pele não são atingidas e, consequentemente, há maior facilidade de tratamento.

Profundo

O Melasma profundo ou dérmico é aquele em que a concentração de pigmento atinge a derme, camada intermediária da pele, localizada entre a epiderme e a hipoderme. Esta camada é composta por vasos sanguíneos, glândulas sebáceas e sudoríparas e terminações nervosas.

Misto

Quando o paciente apresenta os dois tipos de Melasma mencionados anteriormente, chamamos a condição de Melasma misto. Todavia, a profundidade deve ser analisada caso a caso, de maneira individual, por meio de um exame clínico.

Tipos de Melasma relacionados à área afetada

Centro facial

O Melasma é considerado centro facial quando acomete as três seguintes regiões: central da fronte, supra-labial e mentoniana; isto é, testa, bochechas, nariz, lábio superior e queixo. Este é o mais comum entre os tipos de Melasma.

Malar

O Melasma malar atinge as áreas zigomáticas, as famosas “maçãs do rosto”. Assim, caracteriza-se pelo escurecimento das bochechas e do nariz.

Mandibular

Alguns autores utilizam uma terceira classificação, nomeada como mandibular. Aqui, a região afetada corresponde apenas a área da mandíbula, queixo e lábios.

Causas

A causa do Melasma é ainda complexa. Contudo, existem alguns fatores desencadeantes.

Radiação Ultravioleta

A exposição aos raios ultravioleta estimula a atividade dos melanócitos (células produtoras de melanina) e, assim, o acúmulo de melanina na pele com consequente pigmentação.

Embora em maior quantidade no sol, os raios UV também são encontrados nas lâmpadas artificiais, em estabelecimentos fechados. Vale lembrar que outros tipos de radiações, como a luz visível e a infravermelha, também levam a piora do melasma. Logo, o protetor solar precisa ser um hábito diário!

Alterações hormonais

Segundo estudos, 90% dos casos de Melasma ocorrem em mulheres. Destas, há incidência maior naquelas com distúrbio da tireoide, gestantes, adeptas à anticoncepcional oral ou em terapia de reposição hormonal.

Logo, essas percepções reafirmam o que a Sociedade Brasileira de Dermatologia já havia constatado: alterações hormonais impulsionam a manifestação da condição.

Genética

Segundo, ainda, a Sociedade Brasileira de Dermatologia, a predisposição genética também influencia no surgimento do Melasma.

São mais suscetíveis os indivíduos de pele morena em tons mais escuros como africanas, afro descendentes, os de descendência árabe, os asiáticos e os hispânicos. Estes, por sua natureza, produzem mais melanina.

Tratamentos

Finalmente, chegamos às soluções para os problemas relatados. Seja qual for, é importante alertar que o profissional de dermatologia é essencial para examinar clinicamente a pele, perceber a profundidade do Melasma e, assim, definir a conduta mais correta para controlá-lo.

Os tratamentos variam (como veremos a seguir), mas a orientação de proteção contra raios ultra violeta é padrão, para todos os tipos de Melasma e peles.

Lembre-se, portanto, de usá-lo diariamente. Outra dica é escolher um produto com cor, que além de substituir a base da maquiagem, age como uma barreira física e proteção extra contra a radiação.

Cremes

Para a remoção de manchas mais superficiais, ácido glicólico e ácido azeláico podem ser recomendados pelo dermatologista. Além desses, outros ativos comumente utilizados pelo mercado são: ácido kójico, ácido fítico, ácido tranexâmico e ácido dióico.

Os resultados são variáveis e é preciso manter uma rotina adequada de produtos, uma vez que o melasma tem controle e não cura.

Além disso, o tratamento deve ser individualizado, para uma melhor resposta. Por mais esta razão, reforçamos a necessidade de um acompanhamento médico regular.

Intradermoterapia com ácido tranexâmico

O ácido tranexâmico é um dos melhores ativos para o tratamento de manchas na pele. Sua ação previne a pigmentação induzida por raios UV e produz clareamento da pele.

Na Clínica Bruno Vargas, o tratamento pode ser feito pela intradermoterapia, isto é, de forma de injetável. Neste caso, o ácido é aplicado na derme, camada intermediária na pele.

Laser de picossegundos (Picoway)

O Picoway é o laser mais rápido do mundo. A tecnologia age produzindo um efeito fotoacústico e não provoca o aquecimento da pele. No tratamento, as partículas pigmentadas são fragmentadas e absorvidas novamente pelo sistema linfático.

O procedimento não agride a superfície da pele e é considerado muito seguro. Sinônimo de velocidade, qualidade e precisão, este laser atua diretamente no problema e permite uma recuperação mais rápida e suave para o paciente. 

Receitas caseiras, nem pensar!

Sabemos que o Google é tentador, mas é importante filtrar a busca e usar o senso crítico! Ao navegar, análise a origem do conteúdo. Se oriente, sempre, por sites sérios e profissionais, como este portal e, para além do assunto “Melasma”, o blog da Clínica Bruno Vargas. Ambos são orientados pelo dermatologista Doutor Bruno Vargas, com mais de 10 anos de atuação na área.

A atitude de amenizar as manchas dentro de casa por meio de receitas caseiras é contraindicada. Afinal, como percebemos, o Melasma é uma condição delicada e tentar tratá-la sem orientação pode gerar irritações severas. Ah! Recorrer à supostos clareadores também é extremamente perigoso.

Então, a regra é clara: use filtro solar diariamente e, para um exame clínico, visite um dermatologista.

Agende uma consulta conosco!

Dr. Bruno Vargas tem mais de 10 anos de atuação na área dermatológica. Sua trajetória é baseada em muito estudo, ética e respeito, oferecendo a seus pacientes atendimento individualizado e personalizado.

Ele está à frente da Clínica Bruno Vargas, que vai além do conceito de clínica de dermatologia, ao oferecer cinco núcleos multidisciplinares.

Também é responsável pela criação e gestão de conteúdo do Portal do Melasma e do Portal da Face, projeto dedicado a estudos e tratamentos para harmonia, rejuvenescimento e beleza do rosto.

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