4, maio, 2020

Tipos de melasma: Como determinar qual o seu

A mancha característica de um quadro de melasma, em geral, apresenta traços bem estabelecidos apesar de existirem diferentes tipos de melasma. São marcas escuras e irregulares, mas apresentam limites bem definidos. A região mais acometida é o rosto, mas elas podem aparecer também no pescoço, nos braços ou no colo. Na face, por exemplo, a mancha pode ocupar a localização mais central (testa, nariz e bochechas) ou periférica (contorno facial). Algumas vezes, a mancha ocupa toda a face ou muda de local com o passar do tempo.

No entanto, o que determina os tipos de melasma não é o aspecto das manchas e nem a sua localização externa no corpo. O fator usado como referência para estabelecer a tipologia é, na verdade, em qual camada da pele se apresenta o depósito excessivo de melanina. 

Os tipos de melasma

Existem três tipos de melasma, que são estabelecidos de acordo com qual é a camada de pele acometida pela mancha. São eles, portanto:

Epidérmico 

Nesse caso, o depósito de melanina atinge a epiderme, a camada mais superficial da pele. Portanto, a mancha fica em contato direto com o ambiente externo;

Dérmico 

A marca está localizada na derme – camada intermediária da pele – superficial e profunda. Nessa situação, a melanina fica acumulada em um local que apresenta diferentes tipos de tecidos, de funções diversas, como vasos sanguíneos, glândulas sebáceas e terminações nervosas;

Misto 

Aqui, o excesso de melanina vai aparecer, ao mesmo tempo, nas duas camadas citadas anteriormente, tanto na epidérmica quanto na dérmica.

A “idade” da mancha

A classificação acima não chega a ser realmente importante na hora de estabelecer um tratamento para o melasma. Melasma é sempre melasma. O cerne da questão é que quanto mais “antigo” o melasma, mais profundo ele se torna.

O diagnóstico é feito mediante exame clínico. O dermatologista investiga o histórico clínico do paciente e o tempo de evolução do melasma. 

O tempo e o tratamento 

Conforme dito anteriormente, melasmas mais recentes são mais superficiais, e quanto mais antigos eles se tornam, mais vão se aprofundando na pele do paciente. A profundidade do melasma influencia no tipo de tratamento indicado. Para manchas mais recentes, é comum obter boas respostas com os peelings e também com os tratamentos com ácidos. Casos mais profundos costumam requerer a intradermoterapia com ácido tranexâmico ou o laser de picossegundos, mais conhecido como Picoway®.

Tratamentos com ácidos

É comum aplicá-los por meio de produtos tópicos. Existem fórmulas tópicas com diferentes ativos (ácido gálico, ácido glicólico entre outros) que têm se revelado métodos eficazes contra o melasma. À noite, por exemplo, pode ser recomendado o uso combinado de ácidos clareadores com diferentes tipos de ação.

Peelings

O peeling é um método para esfoliar a pele e acelerar seu processo de renovação. Peelings químicos funcionam com a aplicação de agentes que destroem as camadas superficiais da pele. Em seguida, acontece a regeneração da pele, com uma aparência melhorada em relação ao aspecto anterior ao procedimento. 

Existem três níveis de peeling: superficial, médio e profundo. Os peelings superficiais devem ser realizados em várias aplicações, com descamação geralmente mais fina. Por outro lado, os médios e profundos são executados em uma única sessão, com formação de crostas e descamação mais profunda. Vale lembrar que peelings mais profundos podem gerar piora da mancha, devido ao grande processo inflamatório desencadeado. 

Ácido tranexâmico 

Aplicado a partir de um método conhecido como intradermoterapia, já que a agulha é introduzida sobre a mancha e vai até a camada intermediária da pele. O ácido impede que o melanócito produza mais pigmento, o que bloqueia o aparecimento de novas manchas.

Picoway®

Tecnologia de última geração (laser de picossegundos), esse procedimento intervêm com precisão sobre os excessos de melanina sem ser muito invasivo. Quer saber mais? É aqui!

Saiba mais!

É importante salientar que a indicação de tratamento para qualquer um dos tipos de melasma deve, necessariamente, ser feita por um dermatologista. Saiba mais, por exemplo, sobre a intradermoterapia, usada para aplicar medicamentos – inclusive o ácido tranexâmico – diretamente na região afetada. Clique!

10 MITOS E VERDADES SOBRE MELASMA!

Baixe gratuitamente o ebook preenchendo o formulário a seguir. Receba agora mesmo no seu e-mail.

Compartilhe:
Comentários:
22, set, 2015

Tipos de Melasma: Conheça as diferenças e tratamentos

O Melasma é uma hiperpigmentação crônica, caracterizada pelo aparecimento de manchas acastanhadas ou acinzentadas, com bordas irregulares e limites precisos em áreas foto-expostas da pele. Categoricamente, existem três tipos de Melasma, organizadas por profundidade – os quais explicaremos a seguir.


Além dessa segmentação clássica, existe também a perspectiva sob á luz das áreas afetadas. Neste caso, são também três tipos de Melasma. Para compreender todas as ocorrências e como tratá-las, confira o post!

Tipos de Melasma relacionados à profundidade

Superficial

O Melasma epidérmico ou superficial é aquele em que o depósito de melanina ocorre nas camadas basais ou supra basais da epiderme. Como sugere o nome, as camadas profundas da pele não são atingidas e, consequentemente, há maior facilidade de tratamento.

Profundo

O Melasma profundo ou dérmico é aquele em que a concentração de pigmento atinge a derme, camada intermediária da pele, localizada entre a epiderme e a hipoderme. Esta camada é composta por vasos sanguíneos, glândulas sebáceas e sudoríparas e terminações nervosas.

Misto

Quando o paciente apresenta os dois tipos de Melasma mencionados anteriormente, chamamos a condição de Melasma misto. Todavia, a profundidade deve ser analisada caso a caso, de maneira individual, por meio de um exame clínico.

Tipos de Melasma relacionados à área afetada

Centro facial

O Melasma é considerado centro facial quando acomete as três seguintes regiões: central da fronte, supra-labial e mentoniana; isto é, testa, bochechas, nariz, lábio superior e queixo. Este é o mais comum entre os tipos de Melasma.

Malar

O Melasma malar atinge as áreas zigomáticas, as famosas “maçãs do rosto”. Assim, caracteriza-se pelo escurecimento das bochechas e do nariz.

Mandibular

Alguns autores utilizam uma terceira classificação, nomeada como mandibular. Aqui, a região afetada corresponde apenas a área da mandíbula, como queixo e lábios.

Outras considerações acerca dos tipos de Melasma

Além das classificações relacionadas à área e à profundidade, o Melasma pode ser classificado de acordo com sua periodicidade.

Quando os estímulos são desenvolvidos por um ano e o Melasma desaparece, a condição é compreendida como provisória. Em contrapartida, caso se mantenha, o Melasma é do tipo persistente.

Causas

A causa do Melasma é ainda complexa. Contudo, existem alguns fatores desencadeantes.

Radiação Ultravioleta

A exposição aos raios ultravioleta estimula a atividade dos melanócitos (células produtoras de melanina), e a melanose (acúmulo de melanina nos tecidos).

Embora em maior quantidade no sol, os raios UV também são encontrados nas lâmpadas artificiais, em estabelecimentos fechados. Logo, o protetor solar precisa ser um hábito diário!

Alterações hormonais

Segundo estudos, 90% dos casos de Melasma ocorrem em mulheres. Destas, há incidência maior naquelas com distúrbio da tireoide, gestantes, adeptas à anticoncepcional oral ou em terapia de reposição hormonal.

Logo, essas percepções reafirmam o que a Sociedade Brasileira de Dermatologia já havia constatado: alterações hormonais impulsionam a manifestação da condição.

Genética

Segundo, ainda, a Sociedade Brasileira de Dermatologia, a predisposição genética também influencia no surgimento do Melasma.


São mais suscetíveis os indivíduos de pele morena em tons mais escuros como africanas, afrodescendentes, os de descendência árabe, os asiáticos e os hispânicos. Estes, por sua natureza, produzem mais melanina.

Tratamentos

Finalmente, chegamos às soluções para os problemas relatados. Seja qual for, é importante alertar que o profissional de dermatologia é essencial para examinar clinicamente a pele, perceber a profundidade do Melasma e, assim, definir a conduta mais correta para controlá-lo.


Os tratamentos variam (como veremos a seguir), mas a orientação de proteção contra raios ultra violeta é padrão, para todos os tipos de Melasma e peles.

Lembre-se, portanto, de usá-lo diariamente. Outra dica é escolher um produto com cor, que além de substituir a base da maquiagem, age como uma barreira física e proteção extra contra a radiação.

Cremes

Para a remoção de manchas mais superficiais, cremes á base de hidroquinona, ácido glicólico, ácido retinóico e ácido azeláico podem ser recomendados pelo médico. Além desses, outros ativos comumente utilizados pelo mercado são: ácido kójico, ácido fítico, ácido tranexâmico e ácido dióico.

Os resultados demoram cerca de dois meses para começarem a aparecer e, mesmo com resultados relativamente rápidos, o tempo necessário para o controle da condição pode variar de meses à anos.

Além disso, o tratamento, apesar de muito positivo, não funciona para todos as pacientes. Por mais esta razão, reforçamos a necessidade de um acompanhamento médico regular.

Peelings

Quando o Melasma é considerando profundo ou dérmico, a pigmentação normalmente não responde ao tratamento com cremes de maneira satisfatória. Nesse caso, peelings químicos podem ser indicados.

Eles promovem a esfoliação cutânea e atuam como aceleradores da remoção de melanina depositada. No mercado, existem diversas opções, desde os mais superficiais até os profundos.

Os resultados demoram cerca de dois meses para começar e, mais uma vez, o acompanhamento de um dermatologista é fundamental antes e durante o processo, já que o método não funciona com todos os pacientes.

Laser e Luz Intensa Pulsada

O Laser é um mecanismo delicado. Para operá-lo, o cuidado deve ser redobrado, , já que a energia luminosa pode gerar maior pigmentação cutânea. Por esse motivo, o procedimento deve ser realizado por um dermatologista capacitado, habituado à utilização do equipamento.

Quando operados, o Laser e a Luz Intensa Pulsada visam romper as partículas de melanina que serão re-absorvidas e eliminadas pelas células do organismo. Além disso, devem ser feitos em várias sessões, sempre evitando a agressão pele.

Receitas caseiras, nem pensar!

Sabemos que o Google é tentador, mas é importante filtrar a busca e usar o senso crítico! Ao navegar, análise a origem do conteúdo. Se oriente, sempre, por sites sérios e profissionais, como este portal e, para além do assunto “Melasma”, o blog da Clínica Bruno Vargas. Ambos são orientados pelo dermatologista Doutor Bruno Vargas, com mais de 10 anos de atuação na área.

A atitude de amenizar as manchas dentro de casa por meio de receitas caseiras é contraindicada. Afinal, como percebemos, o Melasma é uma condição delicada e tentar tratá-la sem orientação pode gerar irritações severas. Ah! Recorrer à supostos clareadores também é extremamente perigoso.

Então, a regra é clara: use filtro solar diariamente e, para um exame clínico, visite um dermatologista.

Agende uma consulta conosco!

Bruno Vargas tem mais de 10 anos de atuação na área dermatológica. Sua trajetória é baseada em muito estudo, ética e respeito, oferecendo a seus pacientes atendimento individualizado e personalizado.


Ele está à frente da Clínica Bruno Vargas, que vai além do conceito de clínica de dermatologia, ao oferecer cinco núcleos multidisciplinares.


Também é responsável pela criação e gestão de conteúdo do Portal do Melasma e do Portal da Face, projeto dedicado a estudos e tratamentos para harmonia, rejuvenescimento e beleza do rosto.

Quer ser orientada por ele? Preencha o formulário abaixo e nossa equipe entrará em contato com você.


Compartilhe:
Comentários: