3, mar, 2015

Tratamentos com laser: saiba o que funciona de verdade

Há certa polêmica no uso do laser para tratar o melasma. Isso porque, como explica o dermatologista Bruno Vargas, a maioria das tecnologias é contraindicada no tratamento dessas manchas. “Muitos são agressivos demais e geram calor, que resulta em processo inflamatório levando a um estímulo do melanócito para a produção de melanina, pigmento que dá uma coloração escura à pele”, explica.

No entanto, existem opções de laser que são eficientes no combate ao melasma. “O laser Nd-YAG 1064 Q-Swiched, por exemplo, é muito rápido e, consequentemente, consegue quebrar o pigmento em pedaços bem pequenos, sem gerar calor demais”, afirma. Segundo o dermatologista, os resíduos pequenos que resultam do procedimento são naturalmente eliminados pelo organismo. “Ocorre a fagocitose da melanina fragmentada, que é feita pelos macrófagos”, complementa.

O número de sessões varia em cada caso, mas, em geral, são feitas dez sessões semanais. O médico ressalta que, apesar de não ser capaz de acabar com o melasma, já que se trata de uma dermatose incurável, “o controle se faz importante, não apenas com laser, mas também com medicação adequada. Recomendo a manutenção constante e a proteção contra agravantes, como os raios ultravioletas”, diz Vargas.

Vale lembrar que o laser não é indicado para qualquer caso. Pacientes refratários ao tratamento convencional devem optar por ele, enquanto pessoas de pele negra ou morena e bronzeada precisam tomar mais cuidado. “Nesses casos, deve-se usar o laser com cautela e menores energias”, pondera o médico.

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